Estação de recarga rápida de 120 kW com armazenamento em baterias (BESS) somada a uma frota de veículos elétricos em locação. Alta margem de energia, caixa positivo desde o início e um modelo replicável em até 4 unidades com a mesma equipe.
A infraestrutura · equipamentos LIVOLTEK
O coração da operação é um kit integrado LIVOLTEK: um sistema de armazenamento de 261 kWh que dispensa reforço de rede e um carregador DC de 120 kW com duas saídas — cotado em R$ 649.288 (proposta LIVPR103.2026, impostos inclusos, entrega DDP, garantia de 5 anos).
Baterias LiFePO₄ que suprem o pico de recarga sem exigir transformador novo — e habilitam a expansão até 60.000 kWh/mês.
Carregador rápido com duas saídas CCS2 (2×60 kW), tela de 10", RFID e app, protocolo OCPP para integração com plataformas de gestão.
Módulo 1 · Energia / recarga
Energia comprada a R$ 0,40 (usina parceira) e R$ 0,52 (excedente) e revendida a um preço médio de R$ 1,49/kWh — um spread de mais de R$ 1,00 por kWh. Três cenários de volume:
| Indicador mensal | Mínimo · 18.000 | Base · 21.000 | Máximo · 24.000 |
|---|---|---|---|
| Receita a parceiros de app (80% · R$ 1,39) | 20.016 | 23.352 | 26.688 |
| Receita a consumidor final (20% · R$ 1,89) | 6.804 | 7.938 | 9.072 |
| Receita total de energia | 26.820 | 31.290 | 35.760 |
| (−) Energia local (11.000 kWh · R$ 0,40) | 4.400 | 4.400 | 4.400 |
| (−) Energia excedente (R$ 0,52) | 3.640 | 5.200 | 6.760 |
| (−) Taxa de meios de pagamento | 204 | 238 | 272 |
| Margem bruta de energia | 18.576 | 21.452 | 24.328 |
| Margem bruta (%) | 69% | 69% | 68% |
Receita anual de energia no cenário base: R$ 375.480. A própria frota consome ~11.300 kWh/mês — mais da metade do volume —, funcionando como demanda âncora.
Módulo 2 · Locação de veículos elétricos
10 veículos elétricos a R$ 150.000, financiados com 20% de entrada, alugados a R$ 5.000/mês com caução de R$ 7.000. Cada veículo se paga e ainda gera resultado — a economia detalhada por unidade:
Aluguel de R$ 5.000 fica acima do equilíbrio (R$ 4.490), com folga. Receita anual da frota: R$ 600.000.
Resultado consolidado · 1 local · modelo BESS
| DRE mensal (cenário base) | Valor |
|---|---|
| Receita de energia | 31.290 |
| Receita de locação (10 × R$ 5.000) | 50.000 |
| Receita total | 81.290 |
| (−) Custos diretos (energia + frota + taxas) | 25.255 |
| (−) Custos fixos da estrutura | 12.849 |
| EBITDA (53%) | 43.186 |
| (−) Parcelas da frota | 32.520 |
| (−) Impostos (11,3% · Lucro Presumido) | 9.186 |
| = Fluxo de caixa líquido | +1.480 |
Quando as parcelas da frota terminam (mês 48), o valor das prestações volta integralmente ao caixa. O que começa em +R$ 1.480/mês vira +R$ 34 mil/mês — com o mesmo aluguel.
já com juros e depreciação
R$ 56.035/mês
Investimento e retorno · 1 local
| CAPEX | Valor |
|---|---|
| Kit LIVOLTEK (BESS + Cabine + Carregador) | 649.288 |
| Materiais de instalação (equipe própria) | 40.000 |
| Obras civis — materiais | 40.000 |
| Software / homologação | 20.000 |
| Capital de giro | 50.000 |
| Infraestrutura | 799.288 |
| Entrada da frota (10 × R$ 30.000) | 300.000 |
| (−) Caução recebido | −70.000 |
| Investimento líquido | 1.029.288 |
Evita R$ 3.573/mês de demanda contratada (R$ 42.883/ano), dá backup em queda de rede e, por manter a unidade em baixa tensão, evita a energia mais cara no horário de ponta (17:30–20:30) via arbitragem tarifária — ganho ainda não contabilizado.
A decisão de suprimento
A rede custa R$ 371 mil menos para instalar, mas paga energia mais cara + demanda contratada fixa — e, com a parcela da frota, fica com caixa negativo. O BESS gera caixa desde o 1º mês.
A planilha permite alternar os dois modelos (célula B19) e recalcula tudo automaticamente.
A tese de escala · 1 → 4 locais
Replicando a operação e mantendo o RH compartilhado (R$ 4.800/mês de gestão para todas as unidades), o EBITDA cresce quase linearmente e o overhead se dilui de 11% para 2,6%.
| Cenário | 1 local | 2 locais | 3 locais | 4 locais |
|---|---|---|---|---|
| BESS · EBITDA/mês | 43.186 | 91.172 | 139.159 | 187.145 |
| BESS · caixa/mês | +1.480 | +7.760 | +14.040 | +20.320 |
| REDE · caixa/mês | −2.994 | −1.187 | +619 | +2.426 |
| Investimento acumulado (BESS) | 1,03M | 2,06M | 3,09M | 4,12M |
| Peso do RH sobre o EBITDA | 11,1% | 5,3% | 3,4% | 2,6% |
| Payback BESS (meses) | 23,8 | 22,6 | 22,2 | 22,0 |
Com 4 locais, o EBITDA chega a R$ 2,25 milhões/ano. A rede só passa a gerar caixa a partir de 3 locais; o BESS é positivo desde o primeiro.
Etapa 2 · expansão de cada unidade
Quando o volume satura o 1º carregador, um 2º carregador + mais 10 veículos dobram a operação. O BESS já instalado suporta 60.000 kWh/mês sem novo reforço — o retorno do incremento é quase imediato.
energia 89,4k + locação 120k · frota de 20
caixa líquido +R$ 27.303/mês
CAPEX Etapa 2: R$ 630 mil
Na expansão, o BESS evita R$ 7.147/mês de demanda contratada (2 carregadores) e a margem EBITDA sobe de 53% para 55% — a estrutura fixa diluída em uma operação maior.
Os diferenciais que vendem o projeto
69% de margem bruta na energia e receita contratada de locação — duas fontes que se reforçam.
+R$ 1.480/mês já com as parcelas; +R$ 34 mil/mês após quitá-las, sem mudar o aluguel.
Evita demanda contratada e energia de ponta, dá backup e escala sem reforço de rede.
Até 4 unidades com a mesma gestão: EBITDA de R$ 2,25M/ano e overhead diluído a 2,6%.
A Etapa 2 dobra cada unidade com payback de 5,4 meses, aproveitando o BESS já instalado.
A frota é ativo próprio; ao fim de cada contrato, o residual vira caixa ou nova entrada.
Recomendação
O eletroposto é o motor de margem e paga-se em ~2 anos; a locação constrói patrimônio. O BESS entrega caixa positivo e protege a operação. Validado o primeiro local, a replicação com RH compartilhado destrava a rentabilidade do conjunto.
Validar volume, residual da frota e curva de recarga. Caixa positivo desde o início.
Mesma equipe de gestão; overhead diluído e payback em ~22 meses.
EBITDA de R$ 2,25M/ano; +R$ 20,3k/mês de caixa (e +R$ 150k após quitar).
2º carregador + frota por unidade, payback de 5,4 meses sobre o BESS já instalado.